Acabei de perder o post q eu havia escrito...q saco! Eu me lembro q começei com um "Nao sei". É, realmente eu nao sei. Sei tambem q enrolava muito pra dizer q o texto q segue eh meu. Um conto. E que postaria outros mais pra fente.
Era mais ou menos isso....anyway...fico por aqui.
Até mais ver...
Antolhos
Não entendo. Tudo é tão vasto que ultrapassa meu entender. Entender é limitado demais e eu, tolo, continuo a buscar todo entendimento, compreensão e conhecimento possiveis. Então de vez em quando – talvez por incapacidade no cumprir de minha tarefa - a inquietação surge.
Deitado na cama, sinto que meu corpo começa a ficar estranho. Uma dormência, talvez. É tudo rapido demais. A Percepção se altera, a respiração acelera. Tenho taquicardia, palpitações e começo a suar. Tento me controlar, mas lágrimas – creio – inundam meus olhos assustados sem motivo.
Mais uma tentativa de controle.
Em vão.
Estou sendo tomado.
Estremeço. Tenho medo. Não, não é medo, é angústia. Não vou aguentar. Levanto rapido à procura de cigarros. Mas acabo por me lembrar que não fumo.
Para onde caminho?
E perguntar isso só piora as coisas.
Procuro de novo um cigarro e, como não tenho, decido ir a rua comprar. Saio meio - ou completamente – desnorteado à procura de um bar. Caminho apressado sem direção, mas ainda com um objetivo. Preciso de um cigarro – e repito como se a muito fumar fosse a saida. Não está claro. Não está escuro. E agora, não sei se paro ou continuo a andar.
Olho para o céu e vejo um céu sem estrelas. Um céu vazio como eu. Procuro, então, a lua e quando a encontro - num louco delírio, talvez – a vejo sangrar.
Não consigo me lembrar com quem, quando, nem onde o comprei, mas me lembro – e muito bem – da angústia e dos seus sintomas mefistofélicos. Então, trago tão profundamente o cigarro – que já estava aceso - que sinto as toxinas entrarem, arranhando minha garganta. Prendo o máximo que posso e solto aliviando-me, como se tivesse pondo para fora não só a fumaça, mas também um pouco do que estranhamente me aflige.
Sinto uma pequena tontura. Não sei se boa ou ruim.
Ligo o som e coloco uma música. Pego outro cigarro, uma bebida e vou em direção a minha surrada poltrona no canto escuro da sala – a minha poltrona predileta, por sinal. Sento e, antes mesmo de acender o cigarro ou tomar o drink, penso – ou falo, nao importa – que ser incompreendido é destino, predestinação, fatalidade, escolha, ou sei lá o que, daqueles que sentem e pensam da mesma forma que eu.