Perfil

Amanda.19.Rio de Janeiro. Felicidade uma utopia. Filosofia sim. Comédia, não. O Desejo, maior dos males. Acusar jamais.Conhecimento. Freddie Mercury. Insônia. Ler. Internet. Calça jeans. Pagode não. Viver, obrigação. Morrer, uma opção.

Email
Me mande um e-mail

Blog dos Amigos
Jujuba
Matutos
Teoria do Caos
Tricontistas


Flog dos Amigos
Loneknight
Koringa


Sites Prediletos
BubbaGump
PsiqWeb



Arquivos

agosto 2004
setembro 2004
outubro 2004
novembro 2004
dezembro 2004
janeiro 2005
março 2005
abril 2005
maio 2005
junho 2005
julho 2005
setembro 2005
outubro 2005
janeiro 2006
fevereiro 2006
março 2006
abril 2006
maio 2006
junho 2006
julho 2006
setembro 2006
dezembro 2006
fevereiro 2007
março 2007
julho 2007
setembro 2008
outubro 2008






Letras de Música
música
artista
trecho
by letras.mus.br






domingo, setembro 17, 2006

Acabei de perder o post q eu havia escrito...q saco! Eu me lembro q começei com um "Nao sei". É, realmente eu nao sei. Sei tambem q enrolava muito pra dizer q o texto q segue eh meu. Um conto. E que postaria outros mais pra fente.
Era mais ou menos isso....anyway...fico por aqui.

Até mais ver...

Antolhos


Não entendo. Tudo é tão vasto que ultrapassa meu entender. Entender é limitado demais e eu, tolo, continuo a buscar todo entendimento, compreensão e conhecimento possiveis. Então de vez em quando – talvez por incapacidade no cumprir de minha tarefa - a inquietação surge.

Deitado na cama, sinto que meu corpo começa a ficar estranho. Uma dormência, talvez. É tudo rapido demais. A Percepção se altera, a respiração acelera. Tenho taquicardia, palpitações e começo a suar. Tento me controlar, mas lágrimas – creio – inundam meus olhos assustados sem motivo.
Mais uma tentativa de controle.
Em vão.
Estou sendo tomado.
Estremeço. Tenho medo. Não, não é medo, é angústia. Não vou aguentar. Levanto rapido à procura de cigarros. Mas acabo por me lembrar que não fumo.
Para onde caminho?
E perguntar isso só piora as coisas.

Procuro de novo um cigarro e, como não tenho, decido ir a rua comprar. Saio meio - ou completamente – desnorteado à procura de um bar. Caminho apressado sem direção, mas ainda com um objetivo. Preciso de um cigarro – e repito como se a muito fumar fosse a saida. Não está claro. Não está escuro. E agora, não sei se paro ou continuo a andar.
Olho para o céu e vejo um céu sem estrelas. Um céu vazio como eu. Procuro, então, a lua e quando a encontro - num louco delírio, talvez – a vejo sangrar.

Não consigo me lembrar com quem, quando, nem onde o comprei, mas me lembro – e muito bem – da angústia e dos seus sintomas mefistofélicos. Então, trago tão profundamente o cigarro – que já estava aceso - que sinto as toxinas entrarem, arranhando minha garganta. Prendo o máximo que posso e solto aliviando-me, como se tivesse pondo para fora não só a fumaça, mas também um pouco do que estranhamente me aflige.
Sinto uma pequena tontura. Não sei se boa ou ruim.

Ligo o som e coloco uma música. Pego outro cigarro, uma bebida e vou em direção a minha surrada poltrona no canto escuro da sala – a minha poltrona predileta, por sinal. Sento e, antes mesmo de acender o cigarro ou tomar o drink, penso – ou falo, nao importa – que ser incompreendido é destino, predestinação, fatalidade, escolha, ou sei lá o que, daqueles que sentem e pensam da mesma forma que eu.

Desabafado por Alice Maravilha às 11:00 PM

0 Comentários:

Post a Comment