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Amanda.19.Rio de Janeiro. Felicidade uma utopia. Filosofia sim. Comédia, não. O Desejo, maior dos males. Acusar jamais.Conhecimento. Freddie Mercury. Insônia. Ler. Internet. Calça jeans. Pagode não. Viver, obrigação. Morrer, uma opção.

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domingo, outubro 17, 2004

Versos Íntimos

Vês?! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que nesta terra miserável
Mora entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa ainda pena a tua chaga,
Apedreja esta mão vil que te afaga,
Escarra nesta boca que te beija!

Augusto dos Anjos

Desabafado por Alice Maravilha às 5:51 PM

1 Comentários:

nao eh quimera, eh Chiamera

By Anonymous Anônimo, em outubro 31, 2004 11:21 AM  

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Eu vivo assim, e vc ?

Desabafado por Alice Maravilha às 5:44 PM

1 Comentários:

EU TO ASSIM MESMO: DE CORAÇÃO NA MÃO. Estou vendo a pessoa, mas não sei se sou capaz de completá-la.

O QUE FAZER?

By Anonymous Anônimo, em dezembro 10, 2004 12:00 PM  

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sábado, outubro 16, 2004


Olhos Vermelhos


Os velhos olhos vermelhos voltaram
Dessa vez
Com o mundo nas costas
E a cidade nos pés
Pra que sofrer se nada é pra sempre?
Pra que correr
Se nunca me vejo de frente

Parei de pensar e comecei a sentir
Nada como um dia após dia
Uma noite, um mês
Os velhos olhos voltaram
De vez

Os velhos olhos vermelhos enganam
Sem querer
Parecem claros, frios, distantes
Não têm nada a perder
Por que se preocupar por tão pouco?
Por que chorar
Se amanhã tudo muda de novo?

Parei de pensar e comecei a sentir
Nada como um dia após dia
Uma noite, um mês
Os velhos olhos vermelhos voltaram de vez

Composição: Dinho Ouro Preto / Alvin L

Desabafado por Alice Maravilha às 10:41 PM

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sábado, outubro 09, 2004


O que é morte? É a única certeza que temos na vida. A civilização ocidental materialista se amoldou à idéia de que tudo acaba com a morte. Dessa forma ela é tratada como um tabu, algo que não se deve comentar ou investigar. O maior desejo do ser humano é a imortalidade, e esse desejo está intimamente relacionado ao medo da morte. Mas e de onde vem esse medo? Pode ser que venha do medo que se tem do desconhecido, do instinto de autopreservação que estimula o medo da própria extinção. Mas será que viria de uma experiência antiga, guardada na memória, já vivida e não mais desejada?

Se desejamos viver indefinidamente, por que insistirmos em acreditar que morrer é o fim? Provavelmente se o contrário estivesse acontecendo, se o homem tivesse certeza de sua imortalidade ele procuraria a própria extinção. Será que o inconsciente coletivo do homem já tem essa certeza da imortalidade? Será que os atos humanos destrutivos, contra a natureza e contra si mesmos, não são formas veladas (e doentias!) de se buscar atingir esse estado?

Mesmo assim a morte assusta, talvez pelo apego que temos às coisas materiais, às quais perderemos definitivamente quando morrermos, e pelo apego que temos à própria vida. Talvez um apego à nossa persona, nossa "individualidade" que irá se desfazer, voltar ao "barro" (Ecl 12:6s). Na realidade o nosso medo vem de uma fonte mais profunda: não sabemos quem realmente somos. Somente após a morte do corpo é que se pode experimentar a possibilidade de uma outra vida, caso ela exista. Por outro lado não se pode comprovar a possibilidade contrária (a inexistência de uma outra vida), afinal, não se terá consciência dela.

Porque morrer é uma ou outra destas duas coisas. Ou o morto não tem absolutamente nenhuma existência, nenhuma consciência do que quer que seja, ou, como se diz, a morte é precisamente uma mudança de existência e, para a alma, uma migração deste lugar para outro".
Sócrates (469-399 a.C.)
Então, talvez morrer não seja de todo desagradável. Será que viver é que não seria a nossa "condenação"? Viver implica várias formas de sofrimento e uma busca incessante pela felicidade. Ademais, viver implica morrer um pouco a cada dia, de forma que o evento terminal de uma "vida", ao qual chamamos "morte", apenas é a cessação do processo de morte. Deveríamos, então, ter medo da vida e não da morte.
O corpo físico do homem, com seus cerca de 1028 átomos, troca aproximadamente 98% desses átomos todos os anos. A mucosa do estômago se renova em uma semana, a pele inteira em um mês, os ossos em três meses, o fígado em seis semanas, etc., de forma que em aproximadamente cinco anos todos os nossos átomos retornaram ao "barro" e outros foram colocados no lugar. O corpo físico "morre" a cada cinco anos. Então o que é que permanece?
Pode-se pegar um atalho conceitual, e afirmar que morte é ausência de vida. Mas o que é vida? Existe vida após o nascimento? Realmente se vive, somente pelo fato de termos nascido? Afinal o que é que nasce e o que é que a morte faz cessar? Desde que o "cérebro se tornou capaz de investigar o cérebro", uma pergunta é repetida e respondida pelo homem: existe alguma forma de consciência após a morte do corpo físico? A neurociência não consegue, ainda, responder a essa questão. Não há nenhuma evidência que sim, nem que não.
A vida é algo que está além do corpo físico e que em algum momento passa a "habitá-lo" ou "preenchê-lo", a dar-lhe vida. Partindo do conceito científico moderno de que não existe algo como um corpo individual delimitado no espaço, pois todos os corpos são interdependentes, processos vivos compartilhados, e que a vida e a consciência devem estar de alguma forma escondidas no mundo quântico, pode-se afirmar que a vida é uma propriedade do universo em geral, ligada a tudo e a todos. Se a vida é Una, algo que está imerso em toda a manifestação, nós podemos concluir que para que algo morra é necessário que tudo morra.
"A morte de qualquer homem diminui-me, porque eu estou englobado na humanidade".

Carl Gustav Jung (1.875-1.961)
"Eu, enquanto homem, não existo somente como criatura individual, mas me descubro membro de uma grande comunidade humana".

Albert Einstein (1.879-1.950)
"O que é oposto à morte? ... É o nascimento, pois a Vida é eterna!"

Sidarta Gautama, O BUDA (563-483 a.C.)
A crença generalizada na existência da morte, como aniquilação individual, fez sumir a visão de longo prazo e afetou o planeta inteiro. Não se prepara mais o futuro, apenas se vive em busca de prazeres e desejos pessoais do ego. O capitalismo é uma forma de vida geradora de desejos. O homem está destruindo o planeta e a si mesmo. Definitivamente não há morte como a concebemos. A morte existe apenas porque não se sabe o que a vida é, porque ainda estamos inconscientes da vida, da sua ausência de morte
Assim os que perguntam o que acontece após a morte o fazem por não lhes ter acontecido nada durante a vida. É necessário um nascimento espiritual, para que a Vida nos permeie em sua abundância. Quando se conhece a Vida, se conhece a morte. A morte é apenas uma transição de um estado de consciência para outro, e a única coisa que morre é a morte. A morte é apenas uma PASSAGEM. E essa passagem deve ser o triunfo de uma existência, seu mais glorioso momento.
"A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro".

John Lennon (1.940-1.980)

Desabafado por Alice Maravilha às 8:54 PM

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sábado, outubro 02, 2004



Pensem...Absorvam...Viajem...e é claro...Comentem

Desabafado por Alice Maravilha às 10:09 PM

1 Comentários:

A mulher na redoma quebrada, a “garrafa” quebrada... fiz esse desenho durante uma tediosa aula de cálculo, e logo quando peguei uma folha de desenho e empunhei a Bic preta pro primeiro rabisco já ouvi um, “mais um de seus desenhos bizarros”.
“Até que este não ficou tanto assim” disse isso evidentemente por causa dos seios da mulher, Seios da mulher?! – Ah não, não é uma mulher... eu expliquei, - É um corpo...
e os “raios saindo”, ...não são raios, e não estão só “saindo”... - Detalhes descartáveis, eu disse, larguei a caneta quando o professor aumentou o tom da voz, “bonita voz, pensei, nada é completamente irritante”.
Rodrigo

By Anonymous Anônimo, em outubro 03, 2004 5:18 PM  

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Sinto me culpada
Culpada por uma coisa que nao fiz
Culpada por nao ter feito nada
Culpada por nao ter tido bom senso
Bom senso agora q tenho em excesso


Excesso que me impede de viver
que me impede de amar
que me impede de acreditar

Acreditar no amor
Acreditar no homem
Acreditar na vida

Vida que nao faz sentido
Sentido que eu procuro
Sentido que eu desejo
Desejo que me faz continuar

Mas até quando ?
Ate quando suportar essa insatisfação ?
Suportar as perguntas ?
Até quando viver ?
Até...quando ?

Desabafado por Alice Maravilha às 1:39 AM

1 Comentários:

Experimentar...
Acusar, apontar, delatar...
Acoimar!

É o que faz de nós “humanos”, é o que nós fazemos bem...
Como não haver quem sinta a culpa e quem culpe?!

Nossas façanhas, nossas proezas aborrecem a nossa eloqüência,
Coagem-nos a transformar o bom senso.
E ele acaba por ficar não tão bom assim,
Vira uma teia altiva
Que nos cerca e nos limita.
Cria uma casca tênue, resguarda e anestesia.
Oferta o que rejeitamos, nos mostra falsas verdades.
Cria ilusões que outrora nos confortava,
Mas que depressa não surtem o mesmo efeito,

É como uma dose mal ministrada.

By Anonymous Anônimo, em outubro 02, 2004 9:44 PM  

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